Merchand

Minha irmã é personal chef, e achei justo uma postagem sobre o trabalho dela. Se quiser algo mais sofisticado para celebrar dignamente esta Páscoa, sem logos de multinacionais na mesa durante a Festa...


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SEMINÁRIO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL

Engajamento nas Escolas de Samba e Desenvolvimento Integral

O professor Alfredo Behrens da FIA é PhD pela Universidade de Cambridge e publicou pela Universidade de Standford um livro sobre a administração de organizações e cultura. Uma palestra muito interessante sobre a presença do lúdico, da festa em organizações e a relação destes com o êxito das escolas de samba no Brasil. Um olhar instigante sobre a apropriação de teorias organizacionais desenvolvidas no contexto de outras culturas apontando para a possibilidade de uma teoria organizacional brasileira.



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A Felicidade dos Casais sem Filhos


Sobre o estudo da OPEN University que ganhou espaço na mídia recentemente

Recebi recentemente de amigos um artigo do Luiz Felipe Pondé na Folha sobre uma pesquisa da Open University do Reino Unido que aponta que casais sem filhos são mais felizes nos seus relacionamentos (1). Já havia ouvido comentários a respeito quando a CBN também abordou o assunto há algum tempo atrás (2). 

Como já tenho dois filhos, o artigo não podia me ajudar muito a tomar uma decisão melhor sobre a minha vida, rs, mas resolvi ler a pesquisa para tentar entender o ponto dos pesquisadores (3) e confesso que fiquei um pouco surpreso com o que encontrei. Realmente a pesquisa aponta que casais sem filhos são mais felizes que os casais com filhos, mas também aponta que entre todos os grupos pesquisados, o das mães é consistentemente o mais feliz. E mesmo que estejam insatisfeitas com seus companheiros.

Logo, o ponto parece não ser tanto a questão de ter ou não ter filhos, já que as mães são as mais felizes. O ponto é que o relacionamento do casal com filhos é que parece apresentar alguns desafios. E mais, a satisfação das mulheres com seus companheiros, quando estão em um relacionamento com filhos é o que realmente apresenta problemas.

Para quem tem mais interesse, e traquejo com o assunto, vale a pena checar a amostra e observar que há um viés para mulheres e pessoas sem religião que estão sobrerrepresentadas na pesquisa, bem acima da média para o Reino Unido(4). Além disso, a pesquisa se baseia em perguntas com respostas espontâneas pela internet, o que pode, inclusive ter gerado este viés de seleção, embora os autores apresentem uma considerável bibliografia para defender o uso do método. 

Mas independentemente de gerar alguma dúvida sobre se podemos fazer inferências sobre o Reino Unido  e mais ainda sobre o mundo inteiro, a pesquisa oferece alguns insights muito interessantes.

A pergunta que fica no frigir dos ovos é: porque as mulheres estão infelizes com relação aos seus parceiros?

Isso me fez lembrar um problema curioso analisado em Economia da Felicidade, uma área relativamente nova de pesquisa que tenta encontrar determinantes de felicidade a partir de pesquisas quantitativas (5). Existe entre os pesquisadores de Economia da Felicidade o chamado “paradoxo da infelicidade feminina”. Basicamente o paradoxo consiste no seguinte: apesar do aumento da renda real praticamente no mundo todo e de todas as comodidades da vida moderna, as mulheres de hoje estão menos felizes que as dos anos 60. E os homens, ao contrário, mais felizes.

O problema para esses pesquisadores não parece ser o casamento, já que uma amiga que realizou sua dissertação sobre o tema encontrou que o casamento é um fator de acréscimo de felicidade no Brasil, corroborando uma série de estudos internacionais que vão na mesma direção, apesar da pesquisa ter sido feita para dados mais antigos (6). 

Também não são as horas trabalhadas, já que o número total de horas trabalhadas diminuiu para ambos os sexos, mesmo levando-se em consideração a “jornada dupla” que a maioria das mulheres com filhos acaba fazendo.

Qual será o ponto então? 

A revista Veja publicou nas últimas semanas uma intrigante entrevista com a feminista Camille Paglia em que ela defende a tese de que boa parte da infelicidade das mulheres se deve ao fato dos homens não mais se comportarem como elas gostariam que se comportassem, isto é, como se comportavam antes do feminismo ter alcançado a grande mídia. 

Eu não posso dizer que concordo. O que concordo é que, de fato, hoje os homens realmente não sabem como se comportar. Um comercial recente de dia dos pais dizia para não nos esquecermos do pai sempre presente, e logo depois aparecia um pai carregando as coisas da mulher e do filho na saída da maternidade. 

Convenhamos, é um trabalho bem secundário.

Entendo que a questão de reencontrar (ou encontrar) o papel dos homens nas famílias e na sociedade pode ser parte da solução deste paradoxo. E outro aspecto importante me parece ser o das relações terem se degenerado rapidamente em relações de consumo.

O alto índice de divórcios, e a sempre presente possibilidade de saída do relacionamento, a opt out option, parece fazer com que homens e mulheres exijam cada vez mais coisas de seus parceiros, afinal de contas, existe uma concorrência aberta, um mercado livre. E assim, passam a discutir entre si como empresas que discutem um contrato, com uma lista de direitos e deveres, cada vez maior e ao longo do tempo cada vez mais infringida. 

Mas referir-se a este reflexo do consumismo no casamento chamando-o de mercado livre também não é bem verdade, pois a concorrência é desleal. É mais fácil para o homem deixar mulher e filhos do que é para mulher deixar o homem (e aqui é proposital a ausência dos filhos).

A capacidade de autodoação, sacrifício, e a certeza de que esta é uma forma realização pessoal, capaz de gerar uma felicidade duradoura e serena parece ter sido riscada do manual de educação dos meninos.  E aqui arrisco um palpite sobre a infelicidade feminina com relação aos homens que acredito ser interessante ser melhor investigado.

Talvez um passo importante passo a ser dado pela sociedade contemporânea seja reexaminar os comportamentos tidos como tipicamente masculinos décadas atrás procurando entender o que neles possivelmente conferia uma maior estabilidade e abnegação na relação dentro dos casais por parte dos homens. Olhar sem o preconceito contrário construído nas últimas décadas, mas com um olhar purificado pela emancipação feminina e pela emergência de uma sociedade mais tolerante.




(3) Link para o material da Open University


(5) http://books.google.com.br/books/about/Handbook_on_the_Economics_of_Happiness.html?id=zCPzDfUlNpwC&redir_esc=y

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Porque acredito em Nossa Senhora

Ou sobre a devoção cristã à Virgem Maria, a Santa Mãe de Deus




Colocado assim, o título pode parecer para muita gente como algo do passado, uma coisa de velhinhas. É interessante como um tema tão crucial para entendermos o mundo contemporâneo ficou assim relegado para segundo plano. Inclusive para muitos católicos. Não se pode entender a sociedade sem se compreender a influência que a Igreja Católica desde a Antiguidade exerce sobre ela e não se pode entender conceitos como virgindade e maternidade sem compreender o papel dessa devoção na fé católica. 

Santa Edith Stein dizia que “buscar a verdade é andar sempre à beira do abismo”. E é uma frase que eu acho particularmente bem acertada. Desde que me converti ao catolicismo há cerca de 15 anos eu não sei quantas vezes tive esta sensação. Foram inúmeras as vezes que me senti à beira do abismo. 

A cada aspecto novo que descobria da fé, um questionamento, a cada passo, uma nova possibilidade de estar errado. Mas se o que buscamos é a verdade, não temos nada a perder. 

Já há excelentes trabalhos a respeito deste tema na internet[i] e não pretendo aqui falar de aspectos teológicos ou uma realizar uma apologética tradicional. Escrevo porque acredito que estamos todos no mesmo barco, na mesma busca, queremos “encontrar a face do Senhor” e às vezes as vemos refletidas aqui e acolá, em pedaços, às vezes um reflexo, tão rápido e logo perdemos de vista. Só existe um Deus, e um único mediador, Jesus Cristo, ao qual tantos invocam de tantas maneiras. E isso nos faz uma só família, na mesma busca, mais ou menos conscientes, mais ou menos fieis, mas unidos por aquele que invocamos. 

Gostaria apenas de escrever “como um coração que fala a outro coração”, conforme a belíssima expressão do Beato John Newman e consciente de que a maioria das pessoas não se converte a esta ou aquela religião por causa de um debate teológico, ou mesmo pelo conhecimento de uma doutrina. Isto também acontece, é verdade, mas é raro. Para a maioria das pessoas, um amigo, a ajuda em um momento difícil, o mal estar com relação à crítica pública feita a um grupo religioso, a família, para a maioria das pessoas essas coisas acabam sendo muitas vezes a experiência fundante de uma prática religiosa.

No retiro em que me converti, lembro que antes da primeira palestra foi feita a entrada da imagem da Virgem Maria como parte da oração inicial do encontro. O salão em que estávamos foi tomado por um clima de muita emoção e os participantes aplaudiram a entrada da imagem. Eu me lembro de também ter me emocionado, mas rapidamente corrigi este sentimento em minha mente dizendo para mim mesmo: “este é um comportamento emotivo e idólatra e estão aproveitando da fragilidade psicológica dos adolescentes”. Enquanto todos aplaudiam, eu deliberadamente cruzei os braços. 

Esta foi a primeira vez em que me coloquei o problema em questão. Eu sou filho de uma época em que muitas pessoas abandonam a fé e, no final das contas meu ceticismo não é tão diferente do deles. Com mais ou menos fervor, com maior ou menor fidelidade a esta minha incredulidade, eu repeti gestos semelhantes ao longo de alguns anos. Embora tenha me convertido na Igreja Católica, alguns aspectos desta fé não eram pontos passivos para mim. 

Por incrível que possa parecer, para mim era mais fácil acreditar no papa do que na Virgem Maria. Como encontrei o Senhor[ii] na Igreja Católica, para mim era evidente que Ele estava ali presente. E como a fé cristã não pode ser explicada sem a Igreja Católica, para mim também era claro que a Igreja era mãe, pois ela gerou a fé que recebi e que, portanto, éramos todos irmãos e era natural que alguém fosse o símbolo visível dessa unidade. Em uma família, estar juntos é mais importante do que concordar. E neste caso concreto, o estar juntos era a obediência àquele que por direito exercia este papel. 

Entretanto, imaginava que ao longo dos séculos este patrimônio de fé poderia ter se corrompido, agregando coisas que lhe eram estranhas, sem, contudo, perder o seu essencial. E imaginava que de algumas práticas a Igreja poderiam se purificar ao longo do tempo, afinal de contas, Deus não a havia abandonado e imaginava que estar junto e trabalhando internamente por uma purificação era a forma mais coerente de corresponder ao que eu havia experimentado. 

E com relação à devoção à Virgem Maria eu me perguntava sobre qual a sua necessidade, se afinal Deus já havia concedido a salvação e todas as graças por meu de seu Filho? E ainda, se o uso de imagens era fonte de tão grande oposição por parte de outros cristãos, não seria mais razoável abandoná-las aos poucos, já que isso poderia contribuir para uma maior unidade entre todos? Ainda mais tendo em vista que o uso de imagens não é algo essencial à fé cristã?

Basicamente estas eram minhas objeções e com base nelas em diversos momentos não osculei as imagens e sequer obtive alguma para minha oração pessoal.

Este cenário começou a mudar quando conheci uma amiga, muito convicta na prática dessa devoção. E o que mais me chamava a atenção nela era sua inocência e sua pureza, duas coisas extremamente difíceis para mim. 

Certo dia, conversando com essa amiga sobre o dogma mariano da Assunção chegamos a um impasse. Percebi que em algum momento eu a ofendi. Afinal de contas, eu estava tratando como uma hipótese teórica o que para ela era a Mãe dela. E quando se trata a mãe de alguém assim, bem, é difícil não ofender. E então me dei conta de que a relação dela com a Virgem Maria não era a de uma hipótese de fé, como era para mim, mas de verdadeira maternidade e verdadeira filiação.

E levando em consideração que esta sua devoção se destacava, mesmo entre outros católicos, eu comecei a pensar se a pureza e a inocência que ela tinha, e que por mais que eu rezasse e lutasse não obtinha, não eram frutos dessa devoção. Afinal, eram as duas coisas que apareciam juntas e a destacavam: a devoção mariana e a pureza e inocência de seu comportamento.

E acabei sendo impactado por algo tão simples e tão incisivo, encontrar alguém que crê. 

E enquanto eu considerava essas coisas, me ocorreu o pensamento de que meu erro até ali era considerar Deus como se Ele só fizesse coisas úteis, necessárias, como se fosse uma grande engrenagem, e não uma pessoa.

Mas Deus é uma pessoa, que constrói uma história concreta com a humanidade, e isto é o que mais desafia o pensamento contemporâneo. Não subiu aos céus cerca de 2000 anos atrás e nos deixou um código de leis para seguirmos, mas continua entre nós, escrevendo conosco a história. 

E nesta história construída conosco e construída com cada pessoa em particular, Deus chama cada um a uma participação única, e Ele pode conceder o que Ele quiser a quem Ele bem desejar, do contrário não seria Deus, seria uma força anônima na fronteira do universo, uma engrenagem. 

E refletindo sobre essas coisas me lembrei de que ao profeta Elias foi concedido o privilégio de não morrer. E que, olhando de fora, poderia parecer que Deus violou uma de suas regras, mas olhando de dentro, vemos que Elias tem um relacionamento particular com a Divindade, difícil de ser alcançado por outra pessoa. 

E como pensar então na Mãe do Senhor? Ela que teve o próprio Deus nos braços, e mais ainda, no ventre, que o ensinou a comer, a andar, que ouviu suas primeiras palavras. Como pensar que um Deus que é amor e misericórdia teria tratado sua Mãe com tamanha impessoalidade e como Ela, que teve nos braços um menino que valia mais do que o universo inteiro, que teve seu corpo imerso no mistério do Espírito Santo, poderia ser simplesmente uma entre uma multidão de mulheres ou ainda simplesmente diante de Deus na eternidade não desempenhar um papel singular na salvação de todos os homens?

E esta nova forma de viver a fé, me abriu um universo muito mais amplo. Com relação às imagens entendi que o ponto em questão é mais profundo. Se Deus se fez homem e morreu pela redenção de toda a humanidade, morreu e ressuscitou para redimir todos os homens e o homem todo. E o homem todo inclui também as suas artes e as suas esculturas. Do contrário, Deus teria condenado para sempre um dom que Ele mesmo infundiu no homem e o homem redimido seria um homem contido, restrito, que não poderia realizar parte de sua própria natureza. Mas Deus redimiu todas as coisas, sendo assim, não se trata de não fazer, ou de obedecer a um conjunto de regras mais ou menos razoáveis, mas de encontrar o bem em cada coisa e fazê-lo. E isto é uma liberdade muito maior, e também extremamente desafiadora. 

A estes pensamentos depois se seguiram muitos outros e ao conhecimento de todo um corpo de doutrinas propriamente ditas, mas também se seguiram muitas experiências e uma delas em particular gostaria de compartilhar. 

Em 2008, quando participava da Missa durante a Novena de Nossa Senhora Aparecida na cidade em que cresci, algo muito interessante aconteceu. Lembro que antes de começar a Missa, pedi a intercessão da Virgem Maria e de Padre Pio para que pudesse participar bem da Eucaristia. Na procissão de entrada o padre celebrante carregava em seus braços a imagem de Nossa Senhora Aparecida. 

No momento em que o padre e os ministros começaram a sua a entrada na Igreja para começar a celebração, eu senti que uma “força” e sentia que esta “força” saia da imagem. Era uma força muito grande, que eu não conseguia enfrentar, ou manter meu equilíbrio diante dela, ou sequer ficar em pé diante dela. De tal maneira que me pus de joelhos e comecei a chorar enquanto a imagem passava perto do local em que eu estava sentado. 

O que me chamou a atenção é que conforme a imagem passava esta força aumentava ou diminuía, de tal maneira que eu tinha a nítida impressão de que esta saía da imagem. 

No final da celebração, quando o padre e os ministros fizeram a procissão de saída o mesmo fato ocorreu novamente. E eu fiquei ainda algum tempo dentro da Igreja, refletindo e me recompondo. 

Alguns anos depois, creio que 3 ou 4, eu senti novamente esta mesma “força” mas numa proporção bem menor, como que “saindo” de uma religiosa, de um movimento particularmente devoto da Virgem da Maria. Movimento este do qual eu e minha família atualmente participamos. 

A partir dessas experiências se formou em mim a convicção de que a devoção à Virgem Maria é um patrimônio que Deus concedeu aos cristãos, e à humanidade inteira, em sua liberalidade e liberdade. Um patrimônio que não nos deve ofender ou preocupar, mas enriquecer.


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I Encontro Coração Novo para um Mundo Novo: Evangelização na Vida Pública







Encontro Coração Novo para um Mundo Novo: Evangelização na Vida Pública

Todos nós sabemos que a crise da humanidade contemporânea não é superficial, mas profunda. Por isso, enquanto exorta a ter a coragem de ir contra a corrente, de se converter dos ídolos para o único Deus verdadeiro, a nova evangelização não pode deixar de recorrer à linguagem da misericórdia. [...] A Igreja é enviada a despertar esta esperança em toda a parte, de maneira especial onde ela está asfixiada por condições existenciais difíceis, às vezes desumanas, onde a esperança não respira, onde sufoca.
É necessário o oxigênio do Evangelho, do sopro do Espírito de Cristo Ressuscitado, que volta a acendê-la nos corações. A Igreja é a casa cujas portas estão sempre abertas, não somente para que cada um possa encontrar acolhimento no seu interior e aí respirar o amor e a esperança, mas também a fim de que possamos sair para levar este amor e esta esperança.
Papa Francisco, aos participantes na Plenária do
Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (14/10/2013)

No dia 07 de dezembro será realizado na PUC-SP o “Encontro Coração Novo para um Mundo Novo: Evangelização na Vida Pública”, um momento de reflexão e diálogo sobre a relação entre a nova evangelização e a participação na vida pública, voltado a membros de novas comunidades, movimentos eclesiais e todos os interessados no tema.
O documento de Lineamenta para a XIII Assembleia do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização apresenta a nova evangelização como “uma atitude, um estilo audaz”, “uma capacidade de saber ler e decifrar os novos cenários [...] sociais, culturais, econômicos, políticos, religiosos”. Por isso, a vida pública é o espaço por excelência da nova evangelização.
Partindo desse ponto, o Encontro quer promover a reflexão sobre como – a partir do carisma eclesial e da realidade social que cada um vive – participar juntos, em comunhão, e de forma efetiva no processo de evangelização de nossa sociedade. Quer ser um espaço onde podemos nos ajudar a responder juntos a perguntas como: O que o meu carisma tem a oferecer ao mundo? E ao desenvolvimento de nosso país? E de nossa cidade? Somente uma participação na vida pública que passe pelo mistério do coração é capaz de causar o impacto que queremos e gerar um mundo novo.
Este evento está sendo organizado pelo “Grupo Coração Novo para um Mundo Novo”, composto por cinco novas comunidades e movimentos (Comunidade Aliança de Cristo Rei; Comunidade Aliança de Misericórdia; Comunidade Betel Santa Mãe de Deus; Comunidade Totus Mariae e Missão Veritatis Mater) e conta com o apoio do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP e da Associação para a Nova Evangelização (ANEV) da Arquidiocese de São Paulo, associação formada igualmente por novas comunidades e movimentos.

Data e local:
07 de dezembro de 2013, Sábado, das 9h às 19h
PUC-SP, campus Perdizes, Edifício Bandeira de Melo - Auditório 239


Contatos:
Marcos Gregório Borges, fone (11) 99244-7562, e-mail
marcosphn_borges@msn.com
Claudia Marcello Sant’Anna, fone (11) 3670-8486, e-mail
fecultura@pucsp.br



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MÁRTIRES DA NOVA EVANGELIZAÇÃO - HAITI - PE GIANPETRO



Queridos amigos, compartilho um pedido de oração do Pe Gianpetro, da Missão Belém que está a serviço da Igreja Católica no Brasil no Haiti. 

OS MÁRTIRES DA NOVA EVANGELIZAÇÃO

Um grande milagre está acontecendo na nossa Missão do Haiti: a evangelização do Jé-Shuá chegou aos jovens e o anuncio do Evangelho está revolucionando a vida deles. Depois de 3 Jé-Shuá, somente, cerca de 60 jovens, que nunca participaram da Igreja, se tornaram ativos e presentes diariamente no nosso Centro. É impressionante: todo dia, muitos deles vem fazer o “Diário espiritual”, de manhã, junto a nós e de noite voltam, para orar e louvar ou fazer missão junto aos missionários, dançando e cantando, testemunhando com coragem.

A “revolução” é tão forte e visível que até os “delinquentes” da região de Warf Jeremie perceberam que algo está acontecendo. Surpresos pelo grande movimento dos jovens, em sua mente obcecada pelo dinheiro, pensaram que os nossos jovens estavam recebendo muito dinheiro para anunciar Jesus com tanto entusiasmo e iniciaram a ameaça-los dizendo: “Ou vocês nos dão o dinheiro que recebem ou vamos acabar com sua vida!”

Os jovens sabem muito bem que essas ameaças podem se tornar realidade muito rapidamente: a morte violenta persegue a nossa Missão. Nesse ano, quase 30 pessoas foram mortas, cortadas em pedaços, queimadas e jogadas no oceano com barbara violência. Mas isso não foi suficiente para desanimar os nossos jovens que continuaram a participar com assiduidade. 11 deles foram explicitamente ameaçados de morte. Por isso pedimos oração a todos vocês. O momento é critico, mas sabemos que Deus não nos abandona. Esse jovens, estão prontos a dar sua vida por Jesus, que acabaram de conhecer e continuam vindo na Missão e fazendo Jé-Shuá.

A Fé custa sangue. Além dos bandidos, também os parentes se colocam contra. Um dos nossos jovens vivia junto a uma pessoa protestante. Vendo a mudança dele, essa o expulsou de casa e o jogou na rua, dizendo: “Protestante não se mistura com católico, vai embora!”. Mesmo com tudo isso, esse jovem agradecia a Deus por ter mudado sua vida não deixou uma vez de vir no centro e sair com os missionários para fazer evangelização.

Pedimos à Missão Belém inteira, de orar para esses irmãos que acabaram de conhecer Jesus e estão dispostos a dar sua vida por Ele.
(Missão Belém – Haiti 20 outubro 2013)

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